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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Imissyou

Como foste capaz? Capaz de fazer isto comigo, comigo, eu que te dava tudo, eu que te jurava amor eterno. Tu que me exprimias palavras que eu julgava serem sentidas por ti, por mim, por nós. Como? Explica-me como foste capaz de acabar com tudo, de seres incapaz de transformar as tuas palavras em actos. Lembras-te daquele ‘amo-te’ lembras? Supostamente sim e a tua explicação para essa promessa é ‘pensamentos meus’ tens noção? Tens? Noção de tudo o que eu choro e sofro por ‘pensamentos teus’, não, não tens uma mínima noção, e sabes porque? Porque és imaturo, muito imaturo, ao ponto de só te preocupares contigo e com o teu pensar, com os teus interesses que a mim já me fizeram feliz, que já foram momentos únicos, momentos no qual eu me entreguei a ti, momentos que vivi só e apenas contigo, tu que eras o meu presente, a minha vida. E agora? O que me resta? Recordações, recordações complicadas de se recordar. Não consigo, não consigo perceber-te, perceber porque continuas a dizer-me palavras, palavras que a mim me fazem pensar e querer voltar, mas palavras que a ti só te fazem parecer mais criança no meu contemplar. Mas apesar de tudo pelo qual me fazes sofrer, pelo que me fazes chorar eu não consigo prenunciar que és o meu passado, por mais que te tente odiar não consigo.

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