Eu perco-me nos pensamentos, em nós, penso em mim. A pensar no suposto nós, a pensar naquilo que será de mim, de nós, de tudo o que construimos e vivemos, do nosso 'perfeito' quotidiano.
Mas agora, abri finalmente os olhos, finalmente consegui ver uma realidade nítida como nunca antes vista e sentida. Agora fazes o mesmo percurso, por esse caminho tão ardo e solidário.
O nós vai voltar, o adeus vai deixar de existir, a felicidade vai voltar a haver? Eu não sei, ninguém sabe. Agora percebo tudo, percebo que eram só e apenas sonhos, sonhos que á minha realidade nada diziam e ligações? Nenhumas, apenas as tuas mentiras e interesses que a mim me magoaram plenamente.
Eu estou na parte superior, superior a ti e ás tuas merdas. E tu? Estas na parte inferior, inferior a mim e ao meu quotidiano.
Eu entregava-me a ti, fazia coisas por ti, que nunca me passou pela imaginação fazer por alguém.
Agora tu? Imagino, sei que não, sei que fazes o que fazes com todas que por ti passaram. Quando queres, vens para mim, e queres os momentos, palavras, quando não tens nada, completamente nada para fazer vens para mim e entras na minha vida dessa forma tão indelicada. Neste momento, tudo o que vês e encontras em relação a mim é um novo eu, um eu diferente que ás tuas merdas, nem senti-las e vive-las. Eu jurava-te o meu amor eterno, jurava-te um SEMPRE que agora se transformou num NUNCA. Saber que me mentis-te todo este tempo, que brincas-te comigo, que enquanto juravas amor eterno, te rias e aproveitavas. E agora tu tas tão perto da realidade que nós voltar a existir, jamais.Eu deveria e meto-te para baixo, como durante meses infinitos me metes-te a mim. Porque eu ainda posso sentir, que te amo, posso sentir o desejo de ter-te, mas voltar a sofrer como sofri? Não, basta!Ver-te feliz, o teu sorriso, enquanto eu choro? Não, basta, desta vez não, não vou voltar, não vou sofrer, não vou estar aí para aturar as tuas birras de quem não sabe o que quer, de quem diz estar mal enquanto só quer aproveitar-se.
Deixaste-me, abandonaste-me, enganaste-me, e eu? Eu estou FARTA, fartei-me de vez.
Porque eu sei que tu simplesmente não estas certo, que tu simplesmente tens que ser o passado, porque voltar a ser presente? Não, jamais. Estou a tentar esquecer de vez, estou a arrumar as minhas ideias e pensamentos, eliminar as minhas inseguranças e incertezas. E eu só espero, que tu saibas, és o único que eu amei e odiei desta forma. Não admira que tenha sofrido como sofri, fui burra, até demais por ter acreditado milhões e milhões de vezes na mesma história de 'eu mudei'. Eu não vou estar do teu lado quando deres por ti, quando pensares nos teus erros, no meu sofrimento, quando já não te der todo o amor que um dia eu e apenas eu dei e lutei por ele. Eu acho que e tenho a certeza que ainda vou a tempo de ser feliz sem ti. Tu eras, eras, porque já não és, tão fácil de amar. Tu para mim, agora és apenas um desconhecido, um ser ignorante.
Mas talvez, os meus actos e tentativas tenham sido falhadas, não por mim, mas sim por ti, inconsciente, sim tu és e muito.
Tomas-te, erras-te, na tua decisão. Abri os meus olhos, e acordei desse teu sonho fugidio e confuso, desse teu pensar imaturo. Foi apenas um sonho. E agora quero gritar com todo o ar dos meus pulmões, com toda a certeza que te odeio. Mas quanto mais eu quero isso, mais tu voltas para o meu presente, me querendo fazer acreditar que isso, não, não é a verdade. E palavras para que? Só para te dizer que te odeio, odeio tudo o que fazes comigo! E sentimentos? Sentimentos estúpidos e falhados. Passado, serás? Não, não o consigo dizer, não o consigo sentir. Desilusão? Sim és, a maior que algum dia vivi e senti. E adeus? Sim, um adeus de vez!

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